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E D I Ç Ã O   E S P E C I A L   2 0 0 1

Aonde o destino os conduziu

Embora tenha recebido do Criador a dádiva do livre arbítrio, nenhum ser humano pode dizer-se dono do seu próprio destino. As voltas que o mundo dá, as circunstâncias que nos rodeiam levam-nos por caminhos muito diferentes daqueles que imaginamos e planejamos trilhar. Pela vida afora vamos moldando sonhos que se modificam, se transformam, por vezes até se confrontam, tangidos pela realidade que nos rodeia. Nesta edição especial que enfoca as personalidades de sucesso e de destaque da nossa sociedade decidimos indagar o que cada um pensou ser, quando jovem ou criança, e a que lugar o destino efetivamente o conduziu. Alguns puderam manter firme o propósito dos primeiros anos; muitos, porém, percorreram uma trajetória bem diferente daquela inicialmente imaginada. Esta reportagem conta algumas dessas interessantes histórias pessoais.

Alberto Orrico é um daqueles que conseguiu ver realizado o sonho de criança. "Desde pequeno me encantei com o dom de cuidar dos enfermos e com a habilidade cirúrgica", relembra ele. "Na adolescência essa atração pela medicina se fortaleceu, robustecida pela oportunidade que tive de acompanhar a carreira profissional do meu pai, Settímio Orrico. Depois de concluir o segundo grau fui aprovado no vestibular da Gama Filho, onde estudei por um tempo, transferindo-me depois para Salvador".
- Estudei quase um ano em Londres, e essa foi uma experiência enriquecedora sob todos os aspectos. Depois morei no Rio vários anos, retornando a Salvador para concluir o curso de Medicina. Hoje, além de trabalhar todas as sextas-feiras em Itapetinga, no serviço de Angiologia do Hospital Santa Maria, tenho a minha clínica na Av. Garibaldi e consultório médico no Hospital Português. Trabalho exatamente onde queria e na especialidade por mim escolhida, a angiologia e cirurgia vascular.

Maria Betânia Oliveira Gama conta que, por influência da mãe professora pensou inicialmente em também seguir a carreira do magistério, mas também pensava em ser dentista. Adolescente, fez um teste vocacional que identificou sua inclinação para a área de ciências sociais. Fez vestibular para Odontologia e Psicologia, no mesmo ano, quando definiu sua opção por essa última, que descobriu ser o que realmente queria. O curso universitário foi feito em Alfenas, no sul de Minas Gerais. Logo depois de formada retornou para Itapetinga, onde atualmente trabalha na área de saúde mental no Centro de Atenção Psicossocial - CAPS, é coordenadora de saúde na 14ª Dires e faz atendimento clínico a crianças e adolescentes.
- Um dos meus sonhos profissionais realizados era o de atuar na área de saúde mental. Mas pretendo ainda fazer mestrado, lecionar na universidade e terminar minha formação em psicanálise - disse Betânia Gama.

O casal Lorena e Nilton Pinheiro de Andrade Filho dedica-se à área de saúde, ela enfermeira, ele médico. Os dois também puderam levar à prática a vocação manifestada ainda na infância. Ela cursou enfermagem em Salvador, onde também fez estágios profissionais, adquirindo experiência em vários hospitais. Atualmente exerce sua profissão integrando a equipe da Clínica Gênesis e tem a preocupação de "crescer sempre profissionalmente”.
Nilton formou-se em Medicina em 1990, onde também fez pós-graduação, indo a seguir para São Paulo, onde fez pós-graduação em cardiologia. Retornando a Salvador, trabalhou no Hospital Português e montou consultório, mas em seguida retornou a São Paulo para fazer especialização. Voltou então para Itapetinga, onde se estabeleceu definitivamente, conquistando um grande destaque profissional. Compõe o quadro de profissionais da Clínica Gênesis.

Arnaldo Texeira tem uma história pessoal interessante. "Até os sete anos eu nem sabia o que era luz elétrica" - relembra. Foi com essa idade que começou a alfabetização. Em dúvida sobre a carreira que pretendia seguir, inscreveu-se para o vestibular de Engenharia e Medicina. Foi aprovado em Engenharia, mas bastaram trinta dias de curso para descobrir que decididamente não queria ser engenheiro. Sua decisão de abandonar a Escola Politécnica e tentar um novo vestibular para Medicina não foi inicialmente bem aceito pelos pais, que mais tarde compreenderam sua opção e o apoiaram.
Sem em nenhum momento deixar de exercer a atividade médica, Arnaldo Texeira descobriu sua vocação para a política. Foi vereador e deputado estadual, e atualmente é o secretário municipal de Saúde. "Meu sonho é otimizar o serviço de urologia para o cidadão da nossa região, e no setor público lutar para que os itapetinguenses tenham um serviço de saúde de ótima qualidade”.















 

 

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